Os governos da zona euro podem ter de injetar mais dinheiro nos bancos depois dos testes de stress, alertou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI), que considera que estes exames «podem evidenciar» necessidades adicionais do setor.

No Fiscal Monitor, hoje publicado, o FMI refere que, na zona euro, «os riscos orçamentais relacionados com o setor bancário não foram completamente eliminados», apontando o exemplo da Eslovénia, onde vários bancos estão a ser fechados ou foram recapitalizados, com um custo para o Estado de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

A instituição liderada por Christine Lagarde alerta que a avaliação da qualidade dos ativos bancários em curso e os testes de stress à banca «podem evidenciar necessidades de mais apoio público em alguns países».

Além disso, o Fundo destaca também a «inflação persistentemente baixa» como um risco orçamental de curto prazo na zona euro, alertando que pode «tornar a redução da dívida mais difícil».

O FMI defende que a consolidação orçamental deve focar-se no apoio ao crescimento de longo prazo, reconhecendo, no entanto, que a recuperação das economias desenvolvidas «vai continuar a ser desigual» e sujeita a riscos negativos.

Para a instituição, a prioridade das economias desenvolvidas com elevados níveis de dívida, como o Japão e os Estados Unidos, deve ser «formulação de uma estratégia orçamental de mais longo prazo e amiga do crescimento».