A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, já avisou que ainda não foram alcançados resultados substanciais nas negociações e admitiu, esta quinta-feira, que a saída da Grécia da zona euro "é uma possibilidade". As declarações foram feitas ao jornal alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung".

 "Temos regras, temos princípios. [...] Depois de há dez dias termos tido vários sinais positivos, o mesmo não se verificou na última semana." 


Lagarde sublinhou que uma saída dos gregos "seria difícil", mas não significaria necessariamente "o fim do euro".

A Grécia ficará privada de acesso a financiamento do Fundo Monetário Internacional se falhar o pagamento à instituição, informou o porta-voz do FMI, William Murray, numa conferência de imprensa, em Washington.

"Qualquer país que não cumpra os seus compromissos é considerado com pagamentos em atraso e não tem acesso ao financiamento do FMI."


Atenas terá de fazer pagamentos ao FMI ao longo do mês de junho de cerca de 1,6 mil milhões de euros, o primeiro dos quais (300 milhões de euros) no dia 5.

Por isso, Murray destacou que é "necessário" que um acordo seja alcançado o mais rapidamente possível.

O Governo grego está confiante de que vai conseguir alcançar um acordo até ao fim de semana. Um porta-voz do executivo helénico assegurou que o compromisso vai ser cumprido. 

Também esta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) mostrou-se convicto de que a Grécia vai permanecer na zona euro, tendo pedido a Atenas para alcançar rapidamente um acordo com os credores.