
O FMI e a Comissão Europeia reconhecem que as necessidades de financiamento de Portugal estavam subavaliadas. O país pode precisar de mais 15 a 16 mil milhões até 2014. Os 78 mil milhões de euros do empréstimo acordado no ano passado podem não chegar.
A troika reviu em alta as estimativas das necessidades de financiamento do Estado daqui até 2014, segundo o «Jornal de Negócios».
E essa revisão está diretamente relacionada com o balanço das necessidades das regiões autónomas e das empresas públicas.
Esta ajuda extra daria a Portugal a possibilidade de garantir o financiamento, no caso de o país não conseguir voltar aos mercados em 2013, como deveria.
O primeiro-ministro já admitiu, de resto, que 2013 não é uma data em absoluto para Portugal regressar aos mercados. E o ministro das Finanças conta com ajuda se necessário.
Vítor Gaspar, que está esta quinta-feira em Washington, diz que Portugal não é um exemplo a seguir, uma vez que o passado do país é a prova de que as políticas expansionistas, baseadas no investimento público, não resultam.
Já Passos Coelho está confiante que o «Portugal vai mostrar aos céticos que estão errados».