
A agência de notação financeira Fitch acredita que a Europa vai sair da atual crise, mas, para isso, precisa de mais medidas de austeridade.
Num relatório divulgado esta quinta-feira, a Fitch aplaude o que está a ser feito pelos países da Zona Euro - como a consolidação orçamental, maior integração económica e ajuda aos países periféricos -, mas sublinha que serão necessárias mais «medidas adicionais».
«Alguma diluição das soberanias nacionais e a mutualização parcial das dívidas soberanas, combinadas com o aumento da supervisão e com mais reformas para fortalecer a governação económica da Zona Euro» são as sugestões da Fitch.
«É fundamental adaptar as reformas estruturais para garantir uma estabilidade a longo prazo», lê-se no relatório.
Sublinhando acreditar que a Zona Euro sairá da crise, a Fitch adverte, no entanto, que existem riscos à estabilidade da região e que os riscos de cenários alternativos, apesar de menores, estão a crescer e não podem ser ignorados.
A Fitch desenhou, assim, cinco possibilidades para um futuro próximo: a saída da Grécia; uma quase-união orçamental; um euro-marco (onde os países mais fortes, como a Alemanha, deixariam do euro); uns Estados Unidos da Europa; o fim da união monetária.
Neste rol, a hipótese mais improvável, para a casa de rating, é esta última, devido aos elevados custos financeiros, económicos e políticos. Já o cenário mais provável é o da saída da Grécia. Neste caso, abrir-se-ia a porta a Portugal e a Espanha, agravando os riscos do setor financeiro. Além disso, todos a maioria dos países da moeda única sofreriam um corte no rating.
Seja como for, a Fitch voltou a avisar que ninguém está a salvo de novas reduções, em especial os países com perspetiva negativa, ou seja, a larga maioria dos que estão no euro.