O Estado vai ter de emitir mais dívida pública ou recorrer aos depósitos da administração central se não conseguir vender o novo Banco até ao final do ano, alertou esta sexta-feira a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Na sua nota mensal sobre a dívida pública, a que a Lusa teve acesso, a UTAO refere que "se encontra prevista uma receita com ativos financeiros para 2015 referente à amortização do empréstimo de 3,9 mil milhões de euros efetuado ao Fundo de Resolução no âmbito do processo de resolução do BES [Banco Espírito Santo]".

De acordo com os técnicos independentes que apoiam o parlamento, "caso tal não suceda, tornar-se-á necessário a emissão líquida de dívida pública ou a utilização dos depósitos de forma a satisfazer as necessidades líquidas de financiamento do Estado".

As notícias desta segunda-feira dão conta de que a venda do Novo Banco vai ser adiada para depois das eleições legislativas, agendadas para 4 de outubro.

Na reação, o Banco de Portugal diz apenas que "oportunamente, o Banco divulgará o resultado do processo negocial que está a desenvolver para concretizar a venda do Novo Banco”.