O Fundo Monetário Internacional propôs esta quinta-feira a criação de um novo fundo para ser usado em áreas de interesse comum e pelos 19 países que respeitem o Pacto de Estabilidade e Crescimento e os compromissos para reformas estruturais. Uma espécie de prémio de bom desempenho, portanto.

No final da reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo, e em conferência de imprensa, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, explicou a sugestão feita no âmbito de uma avaliação à zona euro.

Esse eventual fundo iria servir como “contrapartida pelo respeito do PEC e compromissos de reformas estruturais”. Foram estas as suas palavras, que versaram também sobre avisos.

"Sem ações mais decisivas para estimular o crescimento e reforçar a integração, a zona euro pode ficar sujeita a instabilidade e crises repetidas de confiança"

Durante este primeiro dia de reuniões ao mais alto nível, e no que toca a Portugal, o ministro das Finanças garantiu que as eventuais sanções pelo incumprimento das metas do défice em 2015 não foram tema de conversa. Se no Ecofin de amanhã, sexta-feira, que reúne representantes dos 28 Estados-membros, o assunto entrar na agenda, Mário Centeno assegurou que apresentará a defesa de Portugal.

Seja como for, o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, falou um pouco mais sobre o assunto, embora sem levantar o véu à decisão de Bruxelas. Disse apenas que se está à procura de um "equilíbrio": "As nossas decisões devem ser tomadas de forma extremamente rigorosa e credível mas não devem em caso algum comprometer a retoma económica".

Os ministros das Finanças da zona euro aprovaram princípios para uma maior sustentabilidade das pensões e pediram mais medidas nesse sentido. Apesar do “progresso significativo”, há “riscos consideráveis em muitos Estados-membros”, especialmente, a médio prazo.