O Estado regressa esta quarta-feira ao mercado e espera arrecadar até 1.000 milhões de euros através de dois leilões de Obrigações do Tesouro a cinco e a nove anos.

Na semana passada, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) já tinha indicado os prazos da dívida em causa, uma linha com maturidade em abril de 2021 e outra em outubro de 2025, com montante indicativo global entre 750 milhões e 1.000 milhões de euros.

Esta será a segunda emissão de longo prazo deste trimestre, depois de a 11 de maio o IGCP ter colocado no mercado 1.150 milhões de euros através deste instrumento, embora com uma maturidade diferente, de 10 anos. Portugal emitiu mais dívida que o previsto, mas a juros mais altos.

Já comparando com os prazos dos leilões de hoje, o último de OT a cinco anos, que ocorreu a 23 de março, o IGCP colocou 504 milhões de euros a uma taxa de juro de 1,84%.

O mais recente leilão de OT a nove anos ocorreu há mais de ano e meio, a 8 de outubro de 2014, com Portugal a angariar 1.000 milhões de euros a uma taxa de juro de 1,85%.

De acordo com as linhas de atuação do segundo trimestre, o IGCP prevê emissões de longo prazo através da combinação de sindicatos e leilões, sendo esperadas colocações de 1.000 a 1.250 milhões de euros por leilão.

Já no que diz respeito à emissão da dívida de curto prazo, o calendário da entidade para o segundo trimestre aponta para a realização de seis leilões de Bilhetes do Tesouro, oscilando o montante indicativo global entre os 750 milhões e os 1.500 milhões de euros.

Até ao momento, neste segundo trimestre, o IGCP angariou já 1.150 milhões de euros em OT e 1.830 milhões em BT.