O Novo Banco acordou com a Apollo Global Management prolongar o prazo para vender a seguradora Tranquilidade, após um Tribunal ter aceite uma providência cautelar que suspende aquela alienação, segundo informação do banco citada pela Reuters.

A venda seria anulada a 31 de Dezembro de 2014, caso não houvesse este acordo para prorrogar o prazo.

O Novo Banco anunciou a 15 de Setembro o acordo para vender a totalidade da Tranquilidade à Apollo Global Management, que previa que o banco recebesse 44 milhões de euros, enquanto o private-equity se comprometia a injetar 150 milhões para reforçar a solvabilidade da seguradora.

«O Novo Banco acordou com a Calm Eagle Holdings, a sociedade detida pelos fundos de investimento geridos pela Apollo Global Management com quem foi contratada a venda das acções na Companhia de Seguros Tranquilidade, uma prorrogação do prazo para conclusão da venda das referidas acções», adianta o comunicado.

Esta terça-feira o Novo Banco comunicou que foi citado pelo Tribunal da Relação de Lisboa do decretamento de uma providência cautelar referente às ações da seguradora Tranquilidade, estando a entidade neste momento a analisar o documento. 

A Comissão Europeia  já deu luz verde ao Novo Banco para avançar com a venda.

O Novo Banco tem referido que as ações da Tranquilidade lhes foram dadas em penhor financeiro para cobertura de um crédito que o BES tinha concedido à insolvente holding Espírito Santo Financial Group.

Contudo, aquela holding da família Espírito Santo, que está num processo de falência decretado por um tribunal luxemburguês, contrapôs que a Tranquilidade lhe pertence e não ao Novo Banco, tendo ameaçando recorrer aos tribunais se não receber o encaixe da venda.