A redução dos benefícios fiscais, isenções e deduções custaram 4,82 mil milhões de euros aos portugueses entre 2011 e 2014, ou seja, a despesa fiscal caiu 35% desde o pedido de regaste à troika, revela o Diário Económico.

O maior esforço está concentrado nas famílias, que através do IVA e do IRS suportaram dois terços dos cortes (3.053 milhões de euros). No caso do IRC das empresas, só em 2014 vão contar com menos 477 milhões de euros na despesa de 640 milhões prevista para este ano.

A evolução da despesa fiscal consta do relatório do Ministério das Finanças, exigido na 11ª avaliação da troika e foi entregue à troika em fevereiro.

A trajetória de queda não vai ficar por aqui: as previsões das Finanças apontam para um novo recuo de benefícios este ano, na ordem dos 7%, ou seja, menos 640 milhões de euros relativos a cortes no IRC.