A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou no parlamento que o chumbo do Tribunal Constitucional a três normas do Orçamento do Estado abriu um buraco de 860 milhões de euros, em termos brutos.

A governante afirmou, esta sexta-feira, que «não existem quaisquer folgas ou margens de manobra» e que «embora o défice seja menor, continua a haver défice».

Em relação ao valor do défice para o primeiro trimestre, de 6% do Produto Interno Bruto (PIB), como divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Maria Luís Albuquerque alertou que esta estimativa não comtempla o pagamento do subsídio de férias nem o impacto do chumbo do Tribunal Constitucional a três normas do Orçamento do Estado para 2014.

«Este valor está em contabilidade pública, ou seja, na ótica de caixa. Não contempla o pagamento do subsídio de férias em junho nem a decisão do final de maio do Tribunal Constitucional, que o Governo estima ser de 860 milhões de euros brutos», disse Maria Luís Albuquerque que está a ser ouvida na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.