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FESAP: «Governo vai reconsiderar posições»

Nobre dos Santos sai «zangado» da reunião com o Executivo, mas nota que Governo se mostrou disponível a rever algumas propostas. Frente Comum diz que Executivo «abusa do poder»

Por: Redacção / VC    |   2012-04-10 11:28

A Frente Sindical da Função Pública (FESAP) saiu «zangada» da reunião com o Governo sobre as alterações que quer pôr em prática na função pública em matéria de contratos, despedimentos e trabalho extraordinário. E a Frente Comum acusou o Governo de «abusar do poder» mesmo antes do encontro.

O primeiro a reunir-se com o Executivo foi Nobre dos Santos, da FESAP. À saída, este responsável adiantou que o Governo disse que ia «reconsiderar posições.

A palavra de ordem da FESAP é não aceitar as imposições do Executivo, que quer que os trabalhadores do Estado contratados a termo certo deixem de ter direito à compensação em caso de despedimento, que passem a receber menos dinheiro pelo trabalho extraordinário e que possam ser deslocados para serviços em qualquer ponto do país.

O Governo quer ainda alterar a legislação no que concerne à indemnização a receber pelos trabalhadores contratados a termo incerto em caso de despedimento, que deverá ser reduzida, e avançar com a lei para rescisões amigáveis na função pública, uma medida que já está prevista na lei desde os anos 80, mas que ainda não teve aplicação prática.

O Executivo «não se pode comportar em algumas áreas como patrono de vão de escada», disse Nobre dos Santos. A reunião «não foi tão calma como gostaríamos, mas não abandonaremos a mesa das negociações por qualquer razão».

«Com certeza que depois da tempestade, normalmente vem a bonança e normalmente conseguimos aproximar posições». Houve já, segundo adiantou, «algum recuo do Governo em relação às questões da contratação que vão permitir que o processo negocial continue. Os trabalhadores exigem-nos isso».

O Governo disse que «ia reconsiderar posições. Se for consequente tudo bem. Se não for cá estaremos».

Quanto à mobilidade geográfica, o que a FESAP disse foi que defendia a mobilidade voluntária. «Entendemos que tem de ser analisada de forma global e não ser utilizada para resolver problemas de excesso de pessoal. Apesar de zangados e maldispostos com as posições do Governo, fundamentalmente do primeiro-ministro, temos de ver para com os trabalhadores, tentar criar linhas de passe para que negociação continue. Mas não depende de nós que as coisas corram da melhor maneira».

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EM BAIXO: FESAP, Nobre dos Santos
FESAP, Nobre dos Santos

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