O presidente executivo da TAP disse esta terça-feira que a sobretaxa que a companhia aérea aplicou em alguns voos do Natal e Ano Novo, de forma a "proteger os passageiros", "resultou perfeitamente", levando à confirmação e a novas reservas.

“O objetivo principal [da sobretaxa] é proteger os passageiros que tinham muita vontade de viajar no Natal, mas tinham espaço bloqueado, porque muitos passageiros tinham feito reserva, mas depois não a tinham confirmado. Demos um tempo para que fosse confirmada e, a partir daí, se não fosse feita [a confirmação], tinham uma taxa a pagar" se ainda quisessem viajar, começou por reafirmar Fernando Pinto num encontro com os jornalistas, em Lisboa.

Esta taxa, aplicada apenas em determinadas voos e destinos, sobretudo nos "que estavam efetivamente congestionados, resultou perfeitamente", garantiu Fernando Pinto, acrescentando que foi libertado espaço, que "muitos passageiros conseguiram entrar [nesses voos] e outros confirmaram [as reservas]”.

Em 04 de dezembro, o presidente executivo da TAP tinha explicado já, em Albufeira, que a sobretaxa que a companhia ia aplicar no Natal e Ano Novo servia para "proteger o passageiro" que queria voar e não tinha lugar porque outro passageiro tinha uma reserva pendente.

"Esta sobretaxa é pontual, é aplicada em algumas datas mais críticas [de procura elevada] e em determinados voos. (…) Mas o grande objetivo foi proteger os passageiros. Nós damos um prazo [quando se faz uma reserva] e o passageiro não confirma a reserva nesse prazo, então se ainda quer viajar tem que pagar a sobretaxa. No passado, nós deixávamos simplesmente cair a reserva", disse na altura Fernando Pinto, explicando ainda que "quem não confirma está a impedir que outro passageiro que ‘está louco' para viajar no Natal o possa fazer".

Um dia antes, a TAP tinha confirmado que ia aplicar uma sobretaxa entre 25 e 100 euros aos voos realizados nos períodos de Natal e Ano Novo cujos bilhetes fossem comprados depois de 06 de dezembro, justificando a decisão com a "forte procura" desta época e com os poucos lugares já disponíveis.

"A sobretaxa só é aplicável a quem ainda não fez reservas e não tem bilhetes emitidos. Todos os que tenham reservas, desde que paguem até 06 de dezembro, não têm qualquer taxa", disse, no dia 03 de dezembro, fonte oficial da companhia aérea à Lusa.

A notícia tinha sido avançada pelo jornal digital PressTUR e, citando fonte oficial da TAP, explicava que as taxas aplicavam-se por percurso, sendo de 25 euros nos voos dentro da Europa, incluindo para ilhas como Madeira e Açores, de 50 euros nas ligações para África, Atlântico Médio (Venezuela) e América do Sul (como Brasil) e 100 euros para a América do Norte.

Os valores serão pagos por percurso, ou seja, um voo do Continente para a Madeira implica 25 euros de sobretaxa na ida e mais 25 euros no regresso.

Entretanto, também a 04 de dezembro, Fernando Pinto disse, em Albufeira, que a TAP tinha decidido recuar na aplicação da sobretaxa nos voos de estudantes e residentes das ilhas, após várias reclamações.