A TAP assegurou esta terça-feira que a ponte aérea Porto-Lisboa, iniciada por aquela transportadora aérea há um mês, está a decorrer com “normalidade” e que se trata de produto cada vez “mais consistente”.

“A ponte aérea está a decorrer dentro da expectativa, com normalidade. Trata-se de um produto cada vez mais consistente”, disse à Lusa o porta-voz da TAP, escusando-se dar quaisquer outras informações, designadamente as da taxa de ocupação dos voos da ponte aérea nos seus vários horários.

A 27 de março transato, a TAP duplicou as ligações aéreas entre Lisboa e o Porto, passando a ter 18 ligações diárias em cada sentido, com partidas de hora a hora.

O reforço da operação da TAP entre Lisboa e o Porto coincidiu com o fim de quatro rotas com destinos europeus, consideradas deficitárias pela companhia, designadamente para Barcelona, Bruxelas, Milão e Roma a partir do Porto e ainda para Gotemburgo, Hanôver, Zagreb, Budapeste e Bucareste, a partir de Lisboa.

O anúncio do fim das rotas a partir do Aeroporto Sá Carneiro levou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, a criticar a estratégia da TAP e a admitir “apelar ao boicote da região” àquela transportadora, acusando-a de ter em curso uma estratégia para “destruir o aeroporto Francisco Sá Carneiro”e construir, em Lisboa, “um novo aeroporto e uma nova ponte”.

A Câmara do Porto chegou mesmo a anunciar no seu portal de notícias da Internet, a 26 de março transato, que a TAP iria fazer menos 74 voos semanais do Porto para a Europa, Brasil e Estados Unidos a partir de domingo, o mesmo período em que teve início a ponte aérea Porto-Lisboa.

“A TAP fará menos 74 voos semanais para a Europa, Brasil e Estados Unidos a partir do Porto. No mesmo dia, reforça 59 ligações a partir de Lisboa e cria uma ponte aérea entre as duas cidades, drenando tráfego para a Portela”, lia-se no portal de notícias da autarquia do Porto.