O presidente da comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), Fernando Negrão, disse esta quarta-feira que «para já» mantém-se o arranque das audições sobre o caso.

«Para já, mantém-se a audição» de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (BdP), o primeiro a ser ouvido na comissão de inquérito, disse Negrão no final de uma reunião de cerca de duas horas com os deputados coordenadores das várias bancadas na comissão parlamentar.

Negrão irá na quinta-feira de manhã contactar telefonicamente Carlos Costa para saber «quando é que a comissão terá na sua posse o relatório de auditoria forense» ao grupo BES, sendo que foi hoje discutida na reunião dos coordenadores, tida à porta fechada, a hipótese de o mesmo não chegar ao parlamento.

«Foi discutida essa hipótese do ponto de vista jurídico», admitiu Fernando Negrão, citado pela Lusa.

Os partidos fizeram hoje um ponto de situação dos trabalhos da comissão de inquérito.

Na terça-feira, o PCP havia solicitado a reunião - «com caráter de urgência» - no sentido de «ponderar sobre as condições atuais [dos trabalhos], dada a falta de documentação, bem como a proximidade das primeiras audições confirmadas pelo presidente (da comissão)»

O BdP informou hoje que a auditoria forense ao Grupo BES está numa fase «muito avançada» mas ainda por terminar, esclarecendo que os relatórios finais não vão ser publicamente divulgados.