Lisboa está em contraciclo com alguns países da União Europeia no que toca ao turismo e, nomeadamente, ao negócio das casas que são colocadas na Internet, em plataformas como o Airbnb. Este negócio, em concreto, triplicou desde 2014, de 10 mil para 33 mil casas em janeiro deste ano. Se Barcelona ou Berlim estão a iniciar um caminho de restrições ao alojamento local, na capital portuguesa o autarca Fernando Medina tem outra estratégia, da qual diz orgulhar-se numa entrevista à Bloomberg.

O número de dormidas de turistas estrangeiros na cidade cresceu 21% em março e o presidente da câmara espera que este movimento continue, querendo simplificar, em vez de complicar a vida a quem faz disto negócio. Para além de facilitar procedimentos, há o plano de vender centenas de edifícios públicos que estão vazios em leilões. 

"Esta é a primeira vez que o turismo está a permitir que muitas pessoas participem no processo de desenvolvimento da cidade. Não devemos ter medo desta nova dinâmica, não devemos ter medo do crescimento. Pelo contrário, temos de preparar a cidade para receber ainda mais turistas".

A câmara ganha desde o início do ano com a taxa turística, com a qual o Airbnb já disse concordar, classificando-a mesmo como um "exemplo para o mundo".

Para além disso, ganha com o facto de muitos dos alojamentos terem sido reabilitados, dando também uma nova cara à cidade.