O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirmou esta terça-feira no parlamento que o sistema financeiro europeu enfrenta «um tsunami regulatório sem precedentes», alertando para a necessidade de ponderar os impactos de cada medida nas instituições bancárias.

«O setor bancário europeu enfrenta um tsunami regulatório sem precedentes», afirmou hoje Faria de Oliveira na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, citado pela Lusa.

O antigo banqueiro sublinhou que os objetivos do «novo quadro» regulatório europeu são «assegurar a estabilidade financeira (…) para proteger consumidores e evitar eventuais necessidades de intervenção do Estado» e disse que a APB está «em total sintonia com estes objetivos».

No entanto, Faria de Oliveira deixou um alerta: «Na construção deste novo quadro, é fundamental ter em conta os impactos das medidas na economia, na sociedade e nas empresas do setor», uma vez que «o tsunami regulatório e o novo enquadramento em curso têm custos de implementação muito elevados».

Para Faria de Oliveira, é importante que os impactos de cada medida no setor bancário sejam «previamente avaliados», defendendo que cada medida deve ser «devidamente calibrada» e que «as capacidades de absorção e de execução por parte dos bancos não podem deixar de ser ponderadas».

Os deputados da comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública estão esta tarde a ouvir a ABP, a Comissão do Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) e o Banco de Portugal (BdP) a propósito da proposta do Governo para transpor para a legislação nacional diretivas europeias relativas ao Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras.