O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, disse esta segunda-feira que honra e honestidade são essenciais na atividade bancária e lamentou os três casos nos quais «faltou manifestamente uma atuação rigorosa e exigente» em Portugal.

«Infelizmente há certos valores que vão sendo esquecidos e se há atividade onde se justifica um código de honra é a atividade bancária», disse Fernando Faria de Oliveira, à margem da 1.ª conferência Educação Financeira APB, que decorre hoje em Lisboa, no âmbito da European Money Week.

O presidente da APB sublinhou que da mesma maneira que «os médicos fazem o juramento de Hipócrates, em que se comprometem a exercer a sua função com honestidade, no setor bancário isso é essencial».

«Infelizmente em Portugal, fomos atingidos nos últimos anos por três casos onde faltou manifestamente uma atuação rigorosa e exigente como deve ser», afirmou.


Fernando Faria de Oliveira frisou que o reforço que «todo o conjunto de normas éticas, de códigos de conduta e de boas práticas» é hoje uma preocupação de todo o sistema bancário e que os bancos «estão muito emprenhados em separar o trigo do joio» e em mostrar que se pode ter confiança nos bancos portugueses.

«Para esse efeito há que ter muita atenção aos modelos de governo das sociedades, à forma como são eleitos os membros dos conselhos de administração, à sua idoneidade que ultrapassa a mera competência técnica e profissional e onde assegurar total honestidade no exercício das duas funções é essencial», frisou.