O presidente da APB, Faria de Oliveira, admitiu esta terça-feira que possam ter havido más práticas na comercialização de dívida do GES aos balcões do BES, mas recusou a ideia de que a maioria dos bancários não seja honesta.

«Sempre que há práticas comerciais incorretas, sempre que há vendas enganosas ou aliciamentos indevidos, há culpa dos bancos», afirmou Fernando Faria de Oliveira, líder da Associação Portuguesa de Bancos (APB) durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao caso Banco Espírito Santo (BES)/Grupo Espírito Santo (GES).

Ainda assim, mesmo admitindo que «pode haver exceção», o responsável realçou que «não pode haver um ato de generalização e dizer que os empregados bancários são todos uns trafulhas».

E acrescentou: «A culpa é sempre do empregado bancário, mas eu não posso aceitar isso».

Faria de Oliveira tinha sido confrontado diretamente com a questão do papel comercial de holdings do Grupo Espírito Santo (GES) subscrito por investidores não qualificados aos balcões do BES, referindo que mesmo «quando os bancos estão a vender produtos que não são deles, qualquer cliente que sente que foi enganado pode reclamar junto da CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários]».