O anterior ministro da Economia Álvaro Santos Pereira afirmou, na noite de quarta-feira, em Coimbra, que Portugal tem de baixar os impostos das famílias e das empresas nos próximos anos.

«Nos próximos anos, Portugal, qualquer que seja o Governo, tem obrigação de baixar os impostos das famílias e tem obrigação de baixar os impostos das empresas», sustentou o ex-governante, que falava num jantar de apoio à candidatura de João Paulo Barbosa de Melo, pela coligação PSD/PPM/MPT, à Câmara de Coimbra.

Álvaro Santos Pereira não tem «o mínimo de dúvidas» que «para Portugal se tornar num destino de investimento estrangeiro», tem de baixar os impostos, designadamente o IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas).

«Nós temos de conseguir a taxa de IRC mais competitiva da Europa e se não a conseguirmos em cinco ou em sete anos teremos de a conseguir em dez anos», sublinhou o antigo ministro.

«O IRC a 10 % é fundamental nos próximos dez anos», afirmou, considerando igualmente fundamental que «os partidos do arco da governação se comprometam» a descer este imposto para aquela taxa, na próxima década.

«Portugal está a viver os primeiros sinais de retoma, de viragem da economia», disse Santos Pereira, que explica o fenómeno com o facto de os portugueses terem ido «à luta» e com as reformas, designadamente no setor laboral, feitas pelo Governo.

Mas para que «o nosso país volte a crescer, precisamos de uma injeção de confiança» por parte da Europa e a nível interno, advertiu o ex-ministro.

Essa «injeção de confiança da nossa parte só pode acontecer» combatendo «a burocracia, combatendo os burocratas, combatendo os poderes instalados e os lobbies, mas também baixando os impostos» das famílias e das empresas, salientou.

Depois de afirmar ter tido muito honra em integrar o Governo, Santos Pereira considerou ser «bastante difícil governar em Portugal neste momento porque a situação que herdamos, em maio de 2011», foi «a pior que tivemos no nosso país no último século», sublinhou.