No mês de julho, registou-se o número mais baixo do ano em insolvências: 627 empresas ficaram nessa situação, menos 18,3% do que no mês anterior. Ainda assim, este ano já houve mais insolvências do que no ano passado. 

De acordo com o “Observatório de Insolvências, Novas Constituições e Créditos Vencidos”, que é citado pela Lusa, o resultado mensal verificado foi “o mais baixo deste ano, evidenciando uma compressão de 18,3% face às 767 insolvências registadas no mês anterior, o qual havia sido o mais elevado em 2015”.

No entanto, e no acumulado do ano, as insolvências atingiram em julho as 4.727 empresas, mais 2,5% que os valores registados no mesmo período do ano passado (4.613 empresas).

Ainda assim, as insolvências em 2015 (de janeiro a julho) mantêm-se 2,9% abaixo do número verificado em igual período de 2013 (4.871 empresas).

O aumento das insolvências no acumulado do ano teve sobretudo a ver com o crescimento nas declarações finais de insolvências (mais 14,4% para 1.974 empresas), já que os pedidos de insolvência recuaram, quer nos requeridos pelos credores (menos 1,3% para 1.466 empresas) quer nos solicitados pela própria empresa (menos 5,9% para 1.219 empresas).

As empresas de serviços que mais dependem da procura interna e das importações foram, uma vez mais, os principais alvos de insolvências, embora tenham registado uma diminuição nas empresas insolventes, nomeadamente, nos setores da construção, do comércio a retalho e do comércio a grosso, destaca o observatório.

Em sentido contrário, e ainda no âmbito da procura interna, os setores dos transportes, restauração e comércio de veículos registaram aumentos nas insolvências de 17,1%, 11,5% e 9,7%, respetivamente. Já nos setores mais afetados pela procura externa, destaca-se o vestuário, no qual continuou a aumentar o número de insolvências (29,7%).

Em termos geográficos, e devido a esse aumento contínuo de insolvências no setor do vestuário, o distrito de Braga registou mais 18,9% de insolvências face a 2014, no acumulado do ano. Seguem-se os distritos de Lisboa (6,8%), Aveiro (4,1%) e Setúbal (8,2%).

No acumulado do ano, apenas o Porto observou um decréscimo de insolvências face a 2014 (12,6%),

O estudo indica ainda que, entre janeiro e julho de 2015, foram criadas 23.992 novas empresas em Portugal, mais 9,9% do quem em igual período do ano passado (21.826). Julho foi o mês menos dinâmico neste indicador, com 2.853 empresas constituídas, cerca de 10% menos do que no mês anterior.