O número de insolvências tem vindo a diminuir em todo o país. Até 16 de agosto, 3.833 empresas ficaram insolventes, menos 355 que as registadas em igual período de 2012 (4.188), mas acima das 2.816 insolvências registadas no mesmo período de 2011, avança o «Jornal de Notícias», que cita dados do Instituto Informador Comercial.

No distrito do Porto registaram-se, até meio de agosto deste ano, menos 101 falências (879 no total), quando comparado com período homólogo de 2012 (980).

Em Lisboa, a situação não é tão favorável e o número de insolvências continua a aumentar, embora ligeiramente: mais 42 do que em 2012. Nos primeiros oito meses avançaram com processo de insolvência 918 empresas no distrito de Lisboa , quando em igual período do ano passado tinham sido 876.

Com menos insolvências, em termos percentuais, estão os distritos de Vila Real (31 falências, uma descida de 34,4%), seguido da Madeira (134 insolvências, uma quebra de 29,85%), Guarda (31 processos de insolvência, equivalendo a uma queda de 27,91%) e Braga (402 insolvências, uma descida de 26,91%.

Quanto aos distritos cuja variação até 16 de agosto em relação a igual período do ano passado viram aumentar o número de insolvências são Castelo Branco (70 insolvências, um crescimento de 45,83%), seguido de Setúbal (225 insolvências, uma subida de 27,12% ) e Bragança (24 insolvências, um crescimento de 26,32%).

O estudo também faz o levantamento das insolvências por área de atividade e neste caso verifica-se que o setor das telecomunicações registou o maior número de insolvências em termos percentuais (cinco empresas fechadas, o que significa um aumento de 500%, uma vez que não tinha havido nenhuma no primeiro semestre de 2012), transporte de água (três insolvências, significando um crescimento de 300%), atividades veterinárias (duas insolvências, mais 200%) e teatro, música, dança e outras actividades artísticas e literárias (10 insolvências, uma subida de 150%, já que tinha havido quatro do período homólogo do ano passado).

Os sectores da chamada economia tradicional registaram diminuições no número de insolvências. Foram os casos dos têxteis, vestuário, produtos de couro, construção e engenharia civil.

As atividades de fabricação de produtos farmacêuticos, recolha e drenagem de águas residuais e seguros, resseguros e fundos de pensões não registaram nenhuma insolvência nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período de 2012.