Os consumidores devem estar atentos ao selo de origem, é a recomendação da secretária-geral da Casa do Azeite após a denúncia da associação de consumidores Proteste Brasil que terá descoberto três marcas de azeite supostamente português fraudulentas. Até porque, como salienta Mariana Matos, só existem 41 marcas habilitadas para exportar para o Brasil.

O caso conhecido esta quarta-feira veio revelar que duas marcas à venda no mercado brasileiro, Tradição e Figueira da Foz, serão falsificações obtidas a partir da mistura de óleos vegetais e uma outra, Beirão, será azeite virgem vendido como extra virgem. Todas apresentam no rótulo a designação de que se trata de "azeite português", mas são engarrafadas no Brasil e podem ter outra origem.

Eles utilizam esse símbolo num produto que nem é português, nem é azeite, e isso tem feito um dano enorme à imagem do azeite português”, sublinhou a secretária-geral da Casa do Azeite, adiantando que o caso não é inédito: “isto não é uma coisa nova, há dezenas de anos no Brasil que há contrafação”.

Apesar de a situação ter vindo a melhorar, este ano terá havido um aumento dos casos de contrafação, o que Mariana Matos atribui a uma “conjuntura em que os preços são elevados” e “o crime compensa mais”.

A Casa do Azeite, que congrega cerca de 50 empresas representando 85% do mercado nacional, tem um programa de controlo de genuinidade dos azeites portugueses que usam a marca nacional no Brasil, a saber, um escudo que é aposto nas embalagens.

Mariana Matos aconselha por isso os consumidores a estarem atentos ao preço, já que o azeite “é um produto relativamente dispendioso no Brasil”, sendo de desconfiar “se for uma oferta muito barata”.