Mais de 160 importadores de 35 países estão em Lisboa para conhecer a oferta de uma centena de empresas portuguesas de vários setores, numa iniciativa da Associação Industrial Portuguesa (AIP) para proporcionar oportunidades de negócio.

O presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, explicou à Lusa que o principal eixo da associação "é o reforço da capacidade exportadora" e que a iniciativa destina-se sobretudo às pequenas e médias empresas (PME), em que o negócio exportador está abaixo dos 25%.

Esta é a primeira vez que a AIP pôs em contacto direto 162 empresários de 35 países, com cerca de 100 empresas nacionais com dimensão e capacidade de resposta, num evento designado “Portugal International Business Meeting”, que decorre no Centro de Congressos de Lisboa.

As delegações empresariais mais numerosas vêm de países como a Rússia, China, Brasil, África do Sul, Colômbia, México, Estados Unidos da América, Reino Unido e Canadá.

"Trazer empresários de outros mercados é o melhor modelo [para promover as exportações]. Este contacto é muito eficaz", sublinhou José Eduardo Carvalho.


O presidente da AIP afirmou que "o modelo está a ser testado e que a associação já se candidatou a um apoio supletivo das políticas públicas, entretanto já aprovado, para a realização desta iniciativa nos próximos dois anos".

Em comunicado enviado à Lusa, a AIP estima que este evento "proporcionará, no mínimo, cinco oportunidades de negócio a cada empresa nacional presente", dada a dimensão e diversidade da procura dos empresários internacionais que estão dispostos a adquirir produtos e serviços portugueses.


Os produtos mais apetecidos pelos importadores


"Pelas intenções expressas junto da organização do evento, os compradores internacionais vêm fundamentalmente à procura de têxteis, calçado, novas tecnologias, turismo, materiais e equipamentos de construção, mobiliário, cerâmica, vidro, cortiça, vinho e azeite, entre outros produtos do setor agroalimentar", lê-se no comunicado.


Além das zonas de exposição e de reuniões, a iniciativa conta com uma forte componente institucional através da presença de diversas entidades, tais como embaixadas, câmaras de comércio, associações empresariais, instituições financeiras, consultoras, entre outras.

A AIP diz ainda que este modelo permite às empresas "uma redução de custos muito significativa face à tradicional forma de internacionalização", uma vez que cada empresário português terá a oportunidade de, em apenas dois dias, fazer prospeção e vender para 35 mercados externos.

"Se tivermos em conta que, em 2014, foram organizadas cerca de 800 missões empresariais a mercados externos (com os custos e tempo inerentes a este tipo de ações de internacionalização, quer para os promotores, quer para as empresas), percebe-se que o “Portugal Internacional Business Meeting” evidencia uma relação custo/benefício muito vantajosa para as empresas", conclui.