Os pagamentos em atraso das administrações públicas caíram em setembro, atingindo os 1.965 milhões de euros, um decréscimo de 44 milhões de euros face ao mês anterior, sobretudo devido aos hospitais EPE, informou esta sexta-feira a DGO.


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Segundo a síntese da execução orçamental até setembro, hoje divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), os pagamentos em atraso das administrações públicas baixaram de 2.009 milhões de euros em agosto para os 1.965 milhões em setembro.

Esta diminuição das dívidas por pagar há mais de 90 dias «reflete sobretudo a diminuição dos pagamentos em atraso nos hospitais EPE», que caiu 30 milhões de euros, dos 850 milhões em agosto para os 820 milhões em setembro, explica a DGO.

«Contudo, no conjunto dos nove primeiros meses do ano, os pagamentos em atraso registaram um aumento de 58 milhões de euros, para o qual contribuíram os hospitais EPE (+209 milhões de euros) e as empresas públicas não reclassificadas (+47 milhões de euros) e, em sentido contrário, a Administração Local (-161 milhões de euros) e a Administração Regional (-58 milhões de euros)», refere.

No âmbito do programa de resgate, entretanto terminado, a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) exigiu que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não aumente face ao valor registado no final do ano anterior.