Os pagamentos em atraso aumentaram 51 milhões de euros em janeiro deste ano, estando em dívida há mais de 90 dias pagamentos no valor de 1.950 milhões de euros, um crescimento que se deve sobretudo aos hospitais EPE.

De acordo com a síntese da execução orçamental de janeiro, hoje divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), «esta evolução ficou a dever-se essencialmente aos hospitais EPE e à administração central, com aumentos de 55 milhões de euros e 12 milhões de euros, respetivamente».

No final de janeiro, os hospitais EPE tinham pagamentos em atraso no valor de 665 milhões de euros, mais 55 milhões do que no mês anterior, ao passo que a administração central tinha 42 milhões de euros em pagamentos em atraso, um aumento de 12 milhões face ao mês anterior.

A troika exige que o valor dos pagamentos em atraso há mais de 90 dias não possa crescer face ao valor registado no final do ano anterior.

Nos documentos da décima avaliação regular ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) de Portugal, a Comissão Europeia defendeu que «são precisos mais esforços para cumprir o objetivo geral de prevenir quaisquer novas acumulações», apesar da melhoria «significativa» já alcançada nesta matéria.

Também o Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou que se tem verificado um «progresso visível» na redução dos pagamentos em atraso, mas advertiu que estes «continuam a acumular-se, ainda que a um ritmo mais lento, rompendo o objetivo indicativo», indicando que «o problema está sobretudo concentrado nos hospitais EPE».