O défice orçamental do Estado diminuiu 769 milhões de euros até agosto, revelou esta quarta-feira a Direção-Geral do Orçamento. Entraram para os cofres estatais mais receitas com impostos - a DGO fala até num «aumento expressivo». A despesa também subiu, mas menos, o que permite esta redução.

«O saldo orçamental provisório das Administrações Públicas cifrou-se em -4685,7 milhões de euros», o que representa uma melhoria dos tais 769 milhões de euros, em relação aos ao mesmo período do ano passado, lê-se no comunicado do Ministério das Finanças.

As receitas fiscais cresceram 7,7% nos primeiros oito meses do ano, um «aumento expressivo» dos impostos cobrados de 1.700 milhões de euros face a agosto de 2013. Isto significa que o Estado conseguiu encaixar mais 23.700 milhões de euros líquidos em receita fiscal. Este valor compara com os 22.078,8 milhões arrecadados no ano passado até à mesma altura.

«Só em agosto, a receita fiscal mensal do Estado ascendeu a €3.868 milhões, o que corresponde ao valor mais elevado de receita fiscal cobrada num mês de agosto, tendo crescido 952 milhões de euros face à receita fiscal cobrada em agosto de 2013», destaca a tutela.

Já a despesa do Estado aumentou 4,8% até agosto, segundo os dados oficiais. Segundo a DGO, este aumento dos gastos do Estado «resulta, maioritariamente, da reposição salarial integral ocorrida nas remunerações pagas a partir de junho, pelo diferente padrão infra-anual de pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores em funções públicas, pelas transferências para a Administração Local, pelos encargos com pensões da CGA e pelos juros e outros encargos da dívida pública».

As despesas com o pessoal aumentaram 8,9%. Aqui a explicação é, «sobretudo, pagamento do subsídio de férias aos trabalhadores em funções públicas (no ano transato foi pago em novembro) e do efeito resultante do aumento das remunerações na sequência da decisão do Tribunal Constitucional».