O défice das administrações públicas foi de 1.838 milhões de euros até outubro, "uma melhoria de 2.664 milhões de euros" face a 2016, segundo o Ministério das Finanças.

Na nota que antecede a divulgação da síntese da execução orçamental até outubro, o gabinete do ministro das Finanças indicou que este desempenho, registado em contas públicas, ficou a dever-se a um "aumento da receita de 4,2%" e à "estabilização da despesa".

A receita fiscal do subsetor Estado aumentou 5,7% até outubro. Com a receita bruta de IVA a manter um crescimento significativo de 7,7%, enquanto a receita de IRC aumentou 20,9%. A receita com as retenções na fonte de IRS cresceu 4%, traduzindo o bom momento do mercado de trabalho, também visível no crescimento de 6,6% das contribuições para a Segurança Social.

Do lado da despesa, a primária das AP reduziu-se em 0,2% face a 2016. Corrigida do perfil do pagamento do subsídio de Natal nos salários e pensões, a despesa teria crescido 1,7%. Destaca-se o acréscimo de 27,7% no investimento (excluindo PPPs), bem como a aposta continuada no setor da Saúde. A despesa do SNS cresceu 4,5%.

A tutela diz ainda que o excedente primário (que exclui os encargos com a dívida pública) totalizou os 5.762 milhões de euros, o que traduz "um crescimento de 2.765 milhões de euros".

O gabinete de Mário Centeno considera que esta "evolução favorável do défice ao longo do ano garante, pelo segundo ano consecutivo, o cumprimento dos objetivos orçamentais estabelecidos", o que permitirá reduzir o rácio da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB).