Portugal registou a quinta maior subida da taxa de emprego (0,7%) na comparação em cadeia da União Europeia.

Os dados do Eurostat, divulgados esta terça-feira, mostram que a par de Portugal, também a República Checa, Irlanda, e Reino Unido, tendo a Letónia e Hungria (1,5% cada), a Estónia (0,9%) e a Espanha (0,8%) conheceram os maiores aumentos no primeiro trimestre de 2015.

De visita à Bulgária, o ministro da Economia reagiu a esta subida do emprego, congratulando-se com o facto de a descida da taxa de desemprego para os 13%, em abril, esteja a ser acompanhada por este aumento na criação de postos de trabalho: 

"Merece regozijo que a taxa de desemprego esteja a diminuir. É uma taxa ainda muito alta, ninguém pode estar satisfeito. Mas é positivo (...). Para além disso, é muito positivo que esta redução da taxa de desemprego esteja a ter correspondência no aumento do emprego"


O PSD também assinalo o crescimento da taxa de emprego, criticando a "timidez" e o "silêncio" dos partidos da oposição perante esse e outros dados da evolução da economia, que considerou serem "resultados excelentes", resultado de um "esforço de todos os portugueses". 

"Os números anunciados hoje pelo Eurostat relativos à criação de emprego são números muito bons para Portugal. Nós crescemos no primeiro trimestre de 2015, quando comparando com o primeiro trimestre de 2014, 1,4% no nosso emprego. É, de facto, uma boa notícia, que se associa a outras boas notícias que têm saído", declarou o vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata Adão Silva.

"Portugal está, de facto, no bom caminho, e por isso nos permitimos estranhar esta timidez e este silêncio da parte dos partidos da oposição que, perante estas boas notícias para os portugueses, permanecem mudos e quedos", acrescentou.

 A taxa de emprego aumentou 0,8% na zona euro e 1,1% na União Europeia (UE) no primeiro trimestre do ano, face ao mesmo período de 2014.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, face ao quarto trimestre de 2014, o número de pessoas empregadas cresceu 0,1% na zona euro e 0,3% na UE entre janeiro e março deste ano.