A taxa de desemprego em Portugal situou-se, em setembro, nos 16,3%, ligeiramente abaixo dos 16,5% registados em agosto e dos 16,4% verificados um ano antes, revelou esta quinta-feira o Eurostat.

Apesar desta ligeira descida em termos mensais, Portugal mantém a quinta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, apenas atrás da Grécia (27,6%), da Espanha (26,6%), da Croácia (17,2%) e de Chipre (17,1%).

A taxa de desemprego em Portugal continua também bastante acima das médias europeias, já que, em setembro, a taxa na zona euro manteve-se estável face a agosto, nos 12,2%, tal como na União Europeia, nos 11%.

Entre os 28 Estados-membros, as taxas de desemprego mais reduzidas verificaram-se na Áustria (4,9%), na Alemanha (5,2%) e no Luxemburgo (5,9%).

Em termos homólogos, a taxa de desemprego aumentou em 16 países, baixou em onze e manteve-se estável na República Checa, tendo os maiores aumentos sido observados em Chipre (de 12,7% para 17,1%) e na Grécia (de 25% para 27,6%) entre julho de 2012 e julho de 2013.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, atualmente há 26,872 milhões de desempregados na União Europeia, 19,447 milhões dos quais no espaço do euro.

Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que, apesar de o Governo ainda esperar um agravamento do desemprego, não se pode «deixar passar em claro» que é a primeira vez desde 2008 que a taxa melhora. O primeiro-ministro falava no primeiro dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2014, que decorre esta quinta e sexta-feira, no Parlamento.