Portugal registou até fevereiro o sexto maior défice comercial da União Europeia, de 1.100 milhões de euros, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.

O défice de Portugal nas trocas internacionais de mercadorias, no acumulado de janeiro e fevereiro, resulta de 8.900 milhões de euros de importações compensados por 7.800 milhões de euros de exportações. Ainda assim, este valor é menor do que o registado há um ano atrás, uma vez que as exportações aumentaram 1% e as importações diminuíram 7%.

O défice comercial de Portugal é o sexto maior entre os Estados-membros, mantendo a posição que já tinha ocupado em janeiro, depois de Reino Unido (28,2 mil milhões), França (9,7 mil milhões), Espanha (4,9 mil milhões), Grécia (2,7 mil milhões) e Áustria (1,4 mil milhões de euros).

Quanto ao total da zona euro, este espaço económico registou em fevereiro um excedente comercial de 20,3 mil milhões de euros no comércio com o resto do mundo, acima dos 14,4 mil milhões de euros do mesmo mês do ano passado.

Os 19 países que partilham a moeda única exportaram em fevereiro 160,7 mil milhões em mercadorias, mais 4% do que em fevereiro de 2014, e importaram 140,5 mil milhões de euros, semelhante ao valor de período homólogo.
O total da União Europeia, por seu lado, registou em janeiro um excedente de 3,4 mil milhões de euros, abaixo dos 4,9 mil milhões de fevereiro do ano passado.

Os principais parceiros comerciais da União Europeia continuam a ser os Estados Unidos e a China.

Nos primeiros dois meses do ano, a UE aumentou as exportações para os Estados Unidos em 18% para 54,6 mil milhões de euros. Já a maioria dos bens importados teve como origem China, de 58,9 mil milhões de euros, mais 20% do que em janeiro e fevereiro do ano passado.

A UE tem um excedente comercial de 16,8 mil milhões de euros com os Estados Unidos, uma vez que vende mais para aquele país do que compra, enquanto com a China há um défice comercial de 34,9 mil milhões de euros.