Portugal foi o Estado-membro que recebeu mais dinheiro por transferências pessoais em 2013, tendo atingido cinco mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pelo Eurostat esta sexta-feira.

O gabinete oficial de estatísticas europeu informou esta sexta-feira que, em 2013, o dinheiro enviado pelos residentes na União Europeia para Estados terceiros ascendeu a 28,3 mil milhões de euros, sendo a maior parte referente a remessas de emigrantes para os países de origem. Um valor que fica abaixo dos 30,1 mil milhões de euros do ano anterior.

Em sentido contrário, acrescentou o Eurostat, entraram no espaço comunitário 10,3 mil milhões de euros em transferência pessoais, o que resulta num défice de 18 mil milhões de euros entre os 28 Estados-membros e o resto do mundo.

Entre os Estados-membros para os quais há dados disponíveis, as transferências pessoais enviadas para outros países foram mais elevadas em França (8,9 mil milhões de euros), Itália (6,7 mil milhões) e Reino Unido (6,3 mil milhões).
Já Portugal foi, por seu lado, o Estados-membro em que entrou mais dinheiro através de transferências pessoais em 2013, ano em que ascenderam a 5,041 mil milhões de euros.

Assim, diz o Eurostat, Portugal é também o país em que se observaram maiores excedentes nas transferências pessoais, de 3,6 mil milhões de euros. Este valor resulta da diferença entre os 5,041 mil milhões de euros recebidos e os 1,438 mil milhões de euros enviados para fora por residentes em Portugal.

No caso das transferências pessoais feitas para Portugal, a maioria do dinheiro tem origem em países pertencentes à UE (3,10 mil milhões de euros), sendo que o restante (1,940 mil milhões) provem de Estados extracomunitários.
Além de Portugal, em 2013, os países que receberam mais dinheiro por via de transferências pessoais foram a Polónia (2,8 mil milhões), Reino Unido (2,3 mil milhões), Roménia (2,1 mil milhões) e Itália (2,0 mil milhões).