[Notícia atualizada às 08:26]

O número de portugueses que recebem o salário mínimo nacional quase triplicou nos últimos nove anos.

Segundo a Comissão Europeia, esta remuneração «tornou-se mais vinculativa, com a proporção de trabalhadores abrangidos a aumentar dos 5% em 2005 para os 12,9% em 2014».

Contas feitas, um em cada sete trabalhadores está a ganhar o salário mínimo, ou seja, mais de 465 mil pessoas recebem 505 euros por mês.

Portugal com o 5º salário mais baixo da zona euro

Portugal tem o quinto salário mínimo mais baixo da zona euro, apesar de o recente aumento ter permitido ao país sair do grupo de Estados-membros com salários mínimos abaixo dos 500 euros mensais.

De acordo com os dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, referentes a 01 de janeiro de 2015, entre os 22 dos 28 países da UE que praticam o salário mínimo, os valores oscilam entre os 184 euros por mês na Bulgária e os 1.923 euros no Luxemburgo, surgindo Portugal sensivelmente a meio da tabela.

Apontando como salário mínimo em Portugal o valor de 589 euros (o salário aumentou para 505 euros em outubro de 2014, mas o Eurostat assume o pagamento dos 13.º e 14.º meses), o gabinete de estatísticas coloca Portugal num grupo intermédio de Estados-membros de cinco países onde o vencimento se fixa entre os 500 e os 1.000 euros, sendo que Portugal é o último desses cinco países, atrás da Grécia (684 euros).

A Grécia foi o único país onde o salário mínimo recuou entre 2008 e 2015 (-14%), enquanto a Irlanda, outros país que esteve sob programa de assistência financeira, não conheceu qualquer alteração nos últimos sete anos (mas atinge o valor de 1.462 euros), tendo Portugal registado no mesmo período uma subida de 19%.

Ainda assim, e entre os países da zona euro que têm salário mínimo, Portugal só fica à frente dos três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) e da Eslováquia, todos com remunerações mínimas entre os 300 e os 390 euros.