Lisboa era a região portuguesa com maior taxa de desemprego, mas longe dos piores números europeus, segundo dados do Eurostat relativos a 2013.

Na liderança, a região de Lisboa (18,5%), seguindo-se depois a Madeira (18,3%), o Algarve (17,1%), os Açores (17,0%), o Alentejo (16,8%), o Norte (16,2%) e Centro (11,7%).

O Eurostat constata que os números do desemprego aumentaram no Norte (16,1%), em Lisboa (17,6%), no Alentejo (15,9%), nos Açores (15,3%) e na Madeira (17,5%), face a 2012.

As regiões do Algarve (17,9% em 2012) e do Centro (12%) foram as únicas que viram o desemprego descer em 2013.

A taxa de desemprego nacional portuguesa também aumentou dos 15,7% em 2012 para os 16,3% em 2013, sendo que mais de metade dos desempregados no ano passado (56,3%) era de longa duração.

A Madeira era a região que tinha mais desempregados de longa duração (64,1%), seguindo-se o Norte (58,7%), os Açores (58%), Lisboa (57,3%), o Alentejo (53%), o Centro (50,5%) e o Algarve (50,1%).

A maior percentagem de desemprego jovem foi registada na Madeira (51,5%), seguindo-se Lisboa (45,5%), os Açores (39,6%), o Algarve (39,5%), o Alentejo (38,9%), o Norte (35,1%) e o Centro (31%), enquanto a média nacional foi de 37,7%.

As taxas de desemprego nas 272 regiões da União Europeia (UE) variaram entre os 2,6% em Oberbayern (Alemanha) e os 36,3% na Andaluzia (Espanha.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, além dos 2,6% de Oberbayern, as menores taxas de desemprego registaram-se em Freigurg (Alemanha) e Salzburgo (Áustria), com 2,9% cada, e Tubingen (Alemanha) e Tirol (Áustria), ambas com 3,0%.

Na cauda da Europa estava a Espanha, com cinco regiões a registarem as piores taxas: Andaluzia (36,3%), Ceuta (35,6%), Melilla (34,4%), canárias (34,1%) e Extremadura (33,7%).

A região de Ovre Norrland, na Suécia, era a que apresentava a menor taxa de desemprego de longa duração (12,4%) e Guadalupe (França) a maior (79,5%).

A nível da UE, a menor taxa de desemprego jovem era a das regiões alemãs de Tubingen e Oberbayern (4,4% cada) e a mais alta pertence Ceuta (Espanha) com 72,7%.