O ministro da Economia, António Pires de Lima, defende a necessidade de «soluções europeias» para complementar e consolidar as soluções encontradas por cada país para responder à crise.

Numa intervenção no encerramento de um seminário sobre as relações económicas entre Portugal e a Suécia, que decorreu em Estocolmo no âmbito da visita de Estado do Presidente da República que teve início na terça-feira na capital daquele país escandinavo, Pires de Lima falou sobre os tempos «exigentes» que se vivem na Europa desde o início da crise financeira em 2008.

Uma crise que, sublinhou citado pela Lusa, teve consequências «terríveis» nas economias mais pequenas, como a portuguesa, e mostrou a interdependência entre as economias de cada Estado-membro da União Europeia.

«Quando um Estado-membro tem um problema, os efeitos são sentidos em todos os outros estados-membros», sustentou.

Por isso, acrescentou, «se um problema local tem implicações europeias, então são necessárias soluções europeias para complementar e consolidar as soluções locais».

O ministro da Economia lembrou ainda os desafios que Portugal enfrenta hoje em dia, comparando a situação com a vivida na Suécia nos anos 90, notando que a crise forçou os portugueses a olhar para os erros cometidos no passado e a examinar o que correu mal.

Contudo, continuou, os ajustamentos que empresas e famílias tiveram de realizar tornaram-nos mais bem preparados para enfrentar o futuro.

«Apesar de ainda haver um longo caminho pela frente, estamos confiantes que iremos ultrapassar os desafios e já existem sinais que estamos no caminho certo», frisou.