O primeiro-ministro defendeu hoje uma posição de abertura para que o Parlamento Europeu leve mais longe o processo de união bancária, avanço que considera essencial para combater a fragmentação dos mercados e as assimetrias económicas.

Pedro Passos Coelho assumiu esta posição sobre política europeia numa declaração aos jornalistas, em São Bento, depois de ter recebido o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel.

O líder do executivo português começou por registar que no último Conselho Europeu se chegou a um entendimento quanto ao processo ao nível da união bancária, «que é tão importante para se lutar contra a fragmentação financeira».

«Portugal atribui importância de levar esse entendimento do Conselho Europeu ainda mais longe no contacto com o Parlamento Europeu, que é codecisor. Julgamos que um verdadeiro mercado interno e único na Europa dependente também na normalização dos canais de política monetária e da eliminação da fragmentação financeira», salientou o primeiro-ministro.

Além da questão do mercado único, Pedro Passos Coelho referiu que o desenvolvimento desse processo de união bancária pode também constituir «um meio poderoso para se corrigir várias assimetrias económicas na Europa e de promover também o crescimento em vários dos países que têm nesta altura maiores dificuldades».

Sobre as perspetivas para Portugal após a conclusão do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), Pedro Passos Coelho disse que transmitirá ao seu homólogo luxemburguês a sua visão sobre o desenvolvimento desse processo ao longo de quase três anos.

«Darei também conta sobre as perspetivas de finalização desse programa de assistência», referiu ainda Passos Coelho.

Já Xavier Bettel elogiou «a coragem evidenciada pelo povo português» nestes últimos anos, em que o país se encontra sob resgate financeiro.

«Tenho de sublinhar a coragem dos portugueses pelas decisões políticas tomadas e pelos sacrifícios feitos. Os resultados obtidos mostram que os esforços feitos não foram em vão. O Luxemburgo tem um grande reconhecimento por aquilo que foi feito», disse.