A Bolsa de Lisboa fechou a descer 1,13% com 16 dos 18 títulos no vermelho e acompanhou mais um dia de quedas fortes na Europa, com as empresas exportadoras a serem novamente castigadas após as autoridades chinesas terem voltado a desvalorizar a sua moeda.

O Banco Popular da China colocou a taxa média do yuan face ao dólar em 6,3306, o que significa um ajuste de 1,6%, depois de ontem a moeda chinesa ter sido desvalorizada em 1,9%.

É a resposta da China ao abrandamento da sua economia, nomeadamente à queda inesperada das exportações. Fontes próximas do governo chinês disseram à Reuters que as autoridades do país pretendem, no entanto, uma desvalorização ainda mais acentuada.

"Penso que uma depreciação do yuan até 10% é gerível. Tem que haver depreciação suficiente, caso contrário o banco central não conseguirá estimular as exportações", disse um economista que aconselha os reguladores em Pequim.

A China é o segundo maior comprador dos produtos europeus, a seguir aos EUA, pelo que a desvalorização surpresa da sua divisa, penalizou as empresas europeias com cariz exportador e grande exposição ao mercado chinês, como é o caso dos fabricantes automóveis e de artigos de luxo.

As bolsas europeias fecharam com quedas entre 1,13% em Lisboa e 3,4% em Paris. As fabricantes automóveis francesas Peugeot e Renault caíram entre 4 e 5% e a LVMH, dona da Louis Vuitton, afundou 5,5%.

Nem Atenas escapou à queda generalizada dos mercados europeus. O índice de referência grego  caiu 1,93%, apesar do país ter fechado o acordo para o terceiro resgate financeiro, em torno de 85 mil milhões de euros, com os credores internacionais.

Do outro lado do Atlântico, o índice Dow Jones cai 1,3% e o Nasdaq desce 1,34%.