O presidente do Eurogrupo disse esta sexta-feira que os Estados-membros têm de ser cuidadosos e não pôr em risco o trabalho feito no equilíbrio das contas públicas, quando se volta a falar da necessidade de flexibilização das regras orçamentais.

«Não podemos pôr em risco a confiança que advém do trabalho orçamental que fizemos. Tem de haver um bom equilíbrio entre a parte orçamental e as reformas estruturais e tem de ser reforçado ainda mais», afirmou Jeroen Dijsselbloem em conferência de imprensa, citado pela Lusa, após a reunião informal do Eurogrupo, a primeira após a pausa do verão, que decorreu esta manhã em Milão.

Segundo o presidente do Eurogrupo, pela primeira vez a média dos défices orçamentais estará abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e isso, sublinhou, deve ser mantido: «O trabalho feito na parte orçamental é impressionante e isso ajuda ao recuperar da confiança dos mercados na zona euro. Temos de ser muito cuidadosos na preservação dessa confiança».

Anteriormente, o responsável europeu tinha sido questionado sobre o caso específico de França, que confirmou esta semana que está prestes a apresentar um desvio no défice orçamental.

Na terça-feira, a Comissão Europeia exigiu que Paris adote «medidas credíveis» para reduzir o défice em 2015, depois de o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, ter revelado que o défice não estará no limite de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) exigido pelo menos até 2017, o que justificou com uma recuperação económica mais lenta do que o previsto.

Sobre o caso de França, os responsáveis europeus disseram na conferência de imprensa que tal não foi alvo de discussão na reunião do Eurogrupo.