O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta segunda-feira em Bruxelas que a negociação com o Parlamento Europeu para concluir a união bancária recomeça na quarta-feira e vai prolongar-se, havendo ainda vários pontos de divergência.

As palavras do holandês foram proferidas à chegada para uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, depois de questionado sobre o processo de negociação para completar a união bancária e aspetos ainda em aberto, como a dotação financeira do fundo e as caraterísticas do mecanismo de resolução bancária.

Dijsselbloem ressalvou que esse trabalho não ficará fechado «nem hoje nem amanhã [terça-feira]», nas reuniões do Eurogrupo e, na terça-feira, do Ecofin (ministros das Finanças dos 28), mas vincou que todas as partes «trabalham para um acordo com o Parlamento».

O ministro das Finanças holandês referiu que a posição dos Estados-membros nos trílogos (Conselho, Comissão e Parlamento) é representada pela Grécia, que assume atualmente a presidência rotativa da União europeia e que cabe ao Governo de Atenas «continuar a trabalhar nesse sentido».

«As verdadeiras negociações terão lugar depois deste Eurogrupo», afirmou Jeroen Dijsselbloem, que disse ser impossível antecipar «o resultado final».

O responsável pelos países que partilham a moeda única admitiu que avançar mais rapidamente com a mutualização da dívida é «uma das possibilidades», mas procurou baixar as expetativas em relação às conclusões da reunião de hoje.

«Este é um Eurogrupo normal», disse, referindo que hoje à noite haverá um jantar alargado aos Estados-membros de fora do euro e ao Parlamento Europeu, «porque há alguns países [que não pertencem ao euro] que querem entrar na união bancária logo desde o início».