[Notícia atualizada às 16h58]

O encontro do Eurogrupo desta segunda-feira poderá não dar em nada. Uma tentativa de acordo tem balançado entre as poucas cedências que se verificam, tanto por parte da Grécia, como por parte dos parceiros europeus.

«Nestas circunstâncias, não conseguiremos alcançar um acordo hoje»., disse fonte do governo grego à Reuters.


A mesma fonte adiantou que a discussão «não está a ser razoável» e que o texto do acordo é «inaceitável» porque «insiste» no prolongamento do programa. Os ministros da zona euro queriam, mas o governo grego recusa «flexibilizar o programa atual».

Segundo o correspondente da TVI em Bruxelas, Pedro Moreira, fonte do governo grego entende que a primeira proposta provisória apresentada pelo Eurogrupo é pior do que a proposta da semana passada. Essa proposta quer a continuação do atual programa e o governo grego diz que isso é «absurdo».
 
Várias fontes à entrada da reunião, entre elas o ministro irlandês das Finanças, disseram que a crucial decisão sobre o futuro da Grécia poderá ser adiada para sexta-feira.
 
Esta manhã, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, sublinhou que a Grécia não está a fazer bluff nas negociações com os parceiros internacionais.

Já o ministro das Finanças alemão mostrou-se «muito cético» sobre a possibilidade de chegar a acordo com a Grécia na reunião do Eurogrupo e lamentou que os gregos tenham eleito um governo que se comporta de maneira irresponsável».

A reunião desta sexta-feira era aguardada com muita expetativa, depois de o anterior encontro do Eurogrupo e de a cimeira de líderes da última quinta-feira terem servido essencialmente para Varoufakis e o novo primeiro-ministro, Alexis Tsipras, apresentarem as posições, rejeitando o programa com a troika ainda em curso.

As autoridades gregas aceitaram no final da passada semana discutir questões técnicas com as instituições que compõem a troika, trabalho que prosseguiu ao longo do fim de semana.

Atenas pretende um acordo de transição para um novo programa, comprometendo-se com reformas distintas das exigidas pela troika, e reclama uma renegociação do pagamento da dívida, mas, do outro lado, vários Estados-membros, com a Alemanha à cabeça, têm-se mostrado inflexíveis quanto à necessidade de a Grécia respeitar os compromissos assumidos anteriormente.

Um acordo é urgente, em virtude de o atual programa de resgate à Grécia expirar a 28 de fevereiro, e o país não estar ainda em condições de regressar de forma autónoma ao financiamento nos mercados.

A extensão do programa grego poderia ser até seis meses.