Mais de três em cada quatro portugueses (78%) consideram que as condições de trabalho se deterioraram no país nos últimos cinco anos, o quinto valor mais elevado da União Europeia, segundo um estudo divulgado hoje em Bruxelas.

O «Eurobarómetro sobre condições de trabalho» revela que mais de metade dos trabalhadores europeus (53%) consideram que as condições de trabalho no respetivo país são boas, embora uma maioria (57%) estime que pioraram nos últimos cinco anos, sendo o cenário diferente em Portugal, onde apenas 32% consideram boas as condições de trabalho e 78% sustentam que as mesmas têm vindo a deteriorar-se.

A percentagem de cidadãos que consideram boas as condições de trabalho existentes no seu país apenas é ainda mais baixa em cinco Estados-membros ¿ Grécia (16%), Croácia (18%), Espanha (20%), Itália (25%) e Bulgária (31%) -, enquanto somente em quatro países da UE há uma percentagem maior do que em Portugal de inquiridos a considerar que as condições pioraram desde 2009, designadamente Grécia (88%), Espanha (86%), Itália (85%) e Eslovénia (84%).

No extremo oposto, dinamarqueses, luxemburgueses e finlandeses são os cidadãos europeus que responderam em maior número que as condições de trabalho no seu país são boas (com percentagens de 87%, 86% e 84%, respetivamente), enquanto Estónia e Malta são os Estados-membros onde uma maior percentagem de inquiridos (42% e 40%, respetivamente) considera que as condições de trabalho melhoraram nos últimos cinco anos.

O inquérito foi conduzido entre 03 e 05 de abril, tendo sido inquiridas 26.571 pessoas, 1.001 das quais em Portugal.