Embora as etapas que se seguem possam encontrar obstáculos políticos já que os Estados Unidos estão em ano eleitoral, mesmo assim o Governo norte-americano quer avançar no combate à lavagem de dinheiro, evasão fiscal e corrupção e para fortalecer a transparência financeira, na sequência do escândalo dos Papéis do Panamá (Panama Papers). E, por isso, anunciou um novo pacote de medidas. 

O gabinete de Barack Obama informou, em comunicado, que as novas políticas vão desde medidas executivas destinadas a preencher vazios legais utilizados para a fuga ao fisco até propostas legislativas, a enviar ao Congresso, para obrigar as empresas a identificar os seus “verdadeiros” proprietários.

Pretende-se implementar uma ação executiva imediata para combater a lavagem de dinheiro, o financiamento do terrorismo e a evasão fiscal com regras de transparência mais apertadas.

Entre as principais medidas está então a que exige às instituições financeiras dos Estados Unidos que identifiquem e verifiquem os autênticos proprietários das empresas com que fazem negócios, ou seja, aqueles que possuem, controlam e ficam com os lucros. Até aqui, os estrangeiros podem arranjar manobras para esconder a sua atividade financeira através de entidades anónimas no país e a administração Obama quer acabar com isso. 

Outro objetivo é implementar regras mais rigorosas de vigilância do dinheiro que os clientes têm nos bancos.

A imprensa internacional refere que o pacote inicial pode não ir tão longe como alguns poderiam desejar, mas começa pela pedra angular: o reforço da regulação para que a transparência seja mesmo uma ferramenta para travar abusos fiscais via offshores. Até porque o problema, admite o próprio Presidente Barack Obama, é que essas sociedades são legais. Podem é ser usadas para fins ilegais.