O banco britânico Barclays não tenciona pagar uma multa de 453 milhões de dólares imposta pelo regulador de energia norte-americano por manipulação dos preços da energia, indica esta quarta-feira o Financial Times.

Segundo o Financial Times, que cita fontes próximas do processo, o Barclays não vai pagar a multa no prazo limite de 30 dias imposta pela comissão federal de regulação da energia norte-americana (Ferc), depois de quatro antigos corretores do banco terem manipulado os preços da energia na Califórnia e noutros Estados norte-americanos.

Com o não pagamento da multa, o caso é automaticamente enviado por uma queixa da Ferc para um tribunal federal e posterior julgamento, adianta o Financial Times.

A Ferc indicou num comunicado, publicado na terça-feira, que aplicou esta multa ao Barclays e a quatro antigos corretores da instituição «por terem manipulado os preços da eletricidade na Califórnia e noutros mercados do oeste (dos Estados Unidos) entre novembro de 2006 e dezembro de 2008».

O regulador norte-americano também ordenou ao Barclays a transferência de 34,9 milhões de dólares, «acrescidos de juros, de benefícios ganhos de forma injusta» para os programas de assistência energética às pessoas com baixos rendimentos nos Estados do Arizona, Califórnia, Oregon e Washington.

O Barclays tinha anunciado em outubro que era alvo desta investigação da Ferc.

Na sequência do comunicado da Ferc, o banco britânico afirmou que se ia «defender vigorosamente» e considerou que esta multa «não tinha fundamento».

«Estamos em profundo desacordo com as alegações da Ferc contra o Barclays e os antigos corretores deste», anunciou o banco.

Este caso é um dos vários que envolvem o Barclays que, no ano passado, foi particularmente atingido pelo escândalo da manipulação da taxa interbancária Libor, que levou à demissão do presidente da instituição Bob Diamond.