As mulheres da União Europeia consideram que «a crise piorou» a sua condição, sobretudo no que respeita à conciliação entre vida pessoal e profissional e à desigualdade salarial, conclui um estudo divulgado hoje no Parlamento Europeu.

No estudo ¿Mulheres e desigualdades de género no contexto da crise¿, realizado ao longo do mês de fevereiro, as cidadãs da União Europeia (UE) consideram que o facto de receberem um salário inferior ao dos homens para igual trabalho é a «mais importante» desigualdade de que são alvo, seguindo-se a falta de condições para conciliar a vida pessoal, familiar e profissional. Ambas «pioraram em consequência da crise», constatam as inquiridas.

Estes dados foram divulgados hoje, no âmbito de um seminário para jornalistas de toda a UE, sobre igualdade de género e representação política feminina, tendo como pano de fundo as próximas eleições europeias.

Na lista das desigualdades de género, a violência surge em terceiro lugar, mas, para as mulheres portuguesas, assume um papel de maior destaque: 52 por cento das inquiridas consideram que esta é a principal desigualdade de género, o valor mais alto de todos os 28 Estados-membros, com a média europeia a situar-se nos 34 por cento.

Ausência de mulheres em cargos de chefia nas empresas, tráfico de mulheres e prostituição, desigualdade na divisão de tarefas domésticas e familiares, poucas mulheres em cargos de responsabilidade política e persistência de estereótipos de género são as outras desigualdades de género mencionadas pelas inquiridas no estudo realizado pela Unidade de Monitorização da Opinião Pública da UE.