A procura global de energia vai aumentar, mas a um ritmo mais lento, destacando-se o crescimento da procura por parte das economias emergentes, nomeadamente a China e a Índia, segundo o BP Energy Outlook 2035, divulgado esta segunda-feira.

De acordo com a quarta edição do estudo, citada pela Lusa, «a procura global de energia continuará a aumentar a uma média de 1,5% ao ano, [...] escalando a uma média de 2% ano até 2020 e, posteriormente, apenas 1,2% ao ano até 2035», sendo que 95% deste crescimento deve ter origem nas economias de fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), com a China e a Índia a representarem «mais de metade desse incremento», .

O consumo global de energia deverá crescer 41% no período 2012-2035, face aos 55% dos últimos 23 anos e 30% ao longo dos últimos dez.

Os combustíveis fósseis vão continuar a dominar: petróleo, gás e carvão devem ver a sua cotação convergir para cerca de 26-27% até 2035 e os combustíveis não-fósseis para uma cotação de cerca de 5-7%.

No que respeita ao petróleo, o aumento da produção nas novas reservas de petróleo leve (com baixa densidade) deverá levar os Estados Unidos a ultrapassarem a Arábia Saudita e a tornarem-se o maior produtor mundial de líquidos em 2014.

Como consequência, a importação de petróleo dos Estados Unidos deve cair 75% entre 2012 e 2035.

Quanto à energia nuclear, a produção deve aumentar cerca de 1,9% ao ano até 2035, com a China, a Índia e a Rússia a serem responsáveis por 96% do crescimento global.

As renováveis deverão apresentar o maior crescimento, com um ganho de quota de mercado crescente de 6,4% ano até 2035.

Já o crescimento das emissões deverá baixar em função do aumento da quota de mercado do gás natural e das energias renováveis.

O presidente executivo do Grupo BP, Bob Dudley, afirmou, citado no comunicado, que «a taxa de crescimento da procura global é mais lenta do que a verificada nas últimas décadas, em grande parte devido ao aumento da eficiência energética».

Contudo, acrescentou, «a orientação para a tecnologia global e a política de investimento deixa-nos confiantes de que a produção será capaz de manter o ritmo», com as «novas formas de energia, como o gás de xisto, petróleo leve e as renováveis», a serem «responsáveis por uma parcela significativa do crescimento da oferta global».