A greve para contestar a fusão da Estradas de Portugal (EP) e da Refer na Infraestruturas de Portugal teve uma adesão de 0,7% e de 7,58% respetivamente, anunciaram esta quinta-feira as empresas em comunicado conjunto.

«Feita a contabilização da adesão à greve marcada por alguns sindicatos da função pública e do setor ferroviário», a administração das empresas considera que «no universo das duas empresas que integrarão a Infraestruturas de Portugal, a adesão a greve não foi significativa».

No mesmo comunicado, lê-se que «os efeitos que se verificaram na circulação tenderão a ser minimizados durante o dia».

Se a greve não teve impacto na atividade da EP, cenário diferente acontece com a gestora da rede ferroviária, em que o protesto contra a decisão do Governo de concentrar as empresas está a causar perturbações e supressão na circulação dos comboios, que ainda assim está a realizar-se num número maior do que os incluídos nos serviços mínimos.

A greve desta quinta-feira abrange trabalhadores de cinco empresas – CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária (EMEF), a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

Há uma semana, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da Estradas de Portugal e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 01 de maio ou a 01 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República.