O gestor Carlos Martins revelou esta sexta-feira que pretende especializar os Estaleiros de Viana do Castelo no apoio às plataformas de exploração marítima de gás e petróleo e que contratou dois dos antigos trabalhadores.

«Aqui publicamente assumimos o compromisso de que neste estaleiro iremos continuar a fazer navios e a reparar navios», afirmou, acrescentando esperar que «não sejam precisos cinco anos» para concluir que «valeu a pena».

O gestor discursava no final da assinatura do contrato de subconcessão à West Sea, Estaleiros Navais, Lda dos terrenos e infraestruturas dos ENVC, no Forte de S. Julião da Barra, Oeiras.

Carlos Martins adiantou que o projeto da empresa é «especializar o estaleiro» para «centralizar maioritariamente a atividade naval no apoio às plataformas de gás e petróleo» estacionadas no mundo inteiro.

Questionado pelos jornalistas no final da cerimónia, Carlos Martins revelou que a West Sea contratou dois dos antigos trabalhadores e reiterou que mantém a intenção de criar 400 postos de trabalho.

Quanto aos salários, Carlos Martins disse que «à partida, os salários serão mantidos»mas, quanto «às regalias, que eram boas», terão de ser «iguais aos que a Martifer pratica».

O presidente da Martifer reconheceu ter sido contactado pelo Governo para saber se o grupo «queria ir ao concurso».

«Nós quisemos ir a esta concessão porque queríamos. É evidente que nós fomos contactados por este Governo a perguntar se nós queríamos ir. Este ativo é importante para a estratégia da Martifer», disse.

A construção de navios hotel, de navios de apoio às plataformas petrolíferas e também aproveitar o know-how, com o apoio da Armada, a vender navios de patrulha oceânica a outros países, são as linhas principais do projeto para os Estaleiros, disse.