
O Governo recebeu seis propostas não vinculativas para a compra dos Estaleiros de Viana do Castelo. A intenção do Executivo é vender 100% da empresa e até ao final do ano.
«O Governo recebeu já propostas não vinculativas da parte de seis entidades: duas nacionais e quatro estrangeiras. O que está previsto é que, desejavelmente, o processo possa todo ele ser concluído antes do final do ano», disse aos jornalistas o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
O Governo aprovou esta quinta-feira o caderno de encargos do processo de reprivatização e o objetivo é «privilegiar a alienação integral do capital social da ENVC, S.A., detido pela Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa, (SGPS), S.A. (Empordef), com vista à reestruturação e ao desenvolvimento da ENVC, S.A., em termos que contribuam para o desenvolvimento do sector da construção e reparação naval», lê-se no comunicado do Conselho de Ministros. Assim, a ideia é reprivatizar a 100%.
Os trabalhadores poderão comprar parte: «É determinada que a venda direta de referência tenha por objeto um número máximo de ações representativas de uma percentagem máxima de 95 % do capital social da ENVC, S.A., reservando-se um lote de ações representativas de 5% do capital social da ENVC, S.A., para disponibilização aos trabalhadores mediante oferta pública de venda, a efetuar em momento posterior».
«A intenção do Governo é que a operação se desenrole o mais rápido possível», reforçou Marques Guedes.
O secretário de Estado lembrou que «o que está aqui em causa, como as pessoas sabem, é que a privatização é a alternativa ao encerramento dos Estaleiros e foi por isso que o Governo desencadeou ao longo dos ultimos meses todas as diligências possíveis e imaginárias para encontrar uma solução que evitasse o fim, o encerramento daquela empresa, com todas as consequências quer para a indústria nacional, quer para os trabalhadores».