A Espírito Santo Saúde (ES Saúde) comprou esta segunda-feira o terreno onde está o quartel do Regimento Sapadores de Lisboa (RSB) por mais de 15, 5 milhões de euros, sendo o único interessado a apresentar proposta à hasta pública.

O terreno foi vendido à Espírito Santo - Unidades de Saúde e de Apoio à Terceira Idade, por 15.580.001 euros, um euro acima do valor base estipulado pela Câmara Municipal de Lisboa.

A ES Saúde mudou de nome para Luz Saúde (proprietária do Hospital da Luz - situado ao lado do terreno onde está o RSB), na sequência da Oferta Pública de Aquisição feita pela Fidelidade, controlada pela chinesa Fosun, que adquiriu 96% da ES Saúde.

Na hasta pública realizada esta tarde na sala de concursos do edifício central do município, no Campo Grande, em Lisboa, o júri explicou que apenas foi rececionada, em envelope fechado, uma proposta entregue a 28 de novembro último em nome da Espírito Santo - Unidades de Saúde e de Apoio à Terceira Idade.

«Havendo uma única proposta, estando cumpridas todas as condições da hasta pública, incluindo o preço base, não haverá lugar a licitação, passando-se de imediato à adjudicação provisória do contrato», explicou o presidente do júri, composto por três elementos.

Os compradores entregaram um cheque superior a 2,3 milhões de euros, pois era uma das condições impostas pelo concurso o adiantamento de 15% do valor final de aquisição.

O júri disse esperar que durante o presente mês os serviços municipais possam notificar a ES Saúde a fim de se proceder «à adjudicação definitiva» do contrato.

A 2 de outubro, a câmara de Lisboa já tinha levado a cabo uma primeira hasta pública para a venda do terreno, não tendo sido, na ocasião, apresentada qualquer proposta.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou em 29 de julho deste ano a alteração do Plano de Pormenor do Eixo Urbano Luz-Benfica, onde consta a alienação em hasta pública do quartel do Regimento dos Sapadores Bombeiros junto à Avenida Lusíada.

Quanto à localização do novo quartel do RSB, o vereador do Urbanismo da câmara de Lisboa, Miguel Salgado, disse anteriormente que estavam a ser «estudadas várias alternativas» e assegurou que não haveria «desocupação do atual quartel sem que estejam encontradas soluções».

Além do terreno onde está o quartel do Regimento Sapadores Bombeiros, na hasta pública realizada pelo município estava previsto a alienação de mais quatro lotes de terreno localizados na capital, mas o júri referiu que não houve propostas nem interessados nas suas aquisições.