A administração da Espírito Santo Saúde (ESS) considerou que a contrapartida contemplada na Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo grupo mexicano Ángeles é «aceitável», ao passo que o preço oferecido pela José de Mello Saúde é insuficiente.

«A oferta [da Ángeles] é aceitável uma vez que se enquadra nos critérios de valorização do mercado, sendo que o aumento do preço da Oferta de 4,30 euros para 4,50 euros reduz o diferencial face à totalidade de um potencial prémio de controlo», lê-se no relatório do Conselho de Administração da ESS sobre a oportunidade e condições da oferta do Grupo Ángeles Servicios de Salud que a Lusa cita.

Já a contrapartida de 4,40 euros oferecida na OPA concorrente lançada pela José de Mello Saúde (JMS), «não reflete a partilha de quaisquer potenciais sinergias», pelo que a equipa de gestão da ESS "considera que os atuais acionistas não seriam compensados pelo potencial benefício que proporcionariam à JMS caso aceitassem» a sua oferta.

Ambos os relatórios foram hoje disponibilizados ao mercado pela ESS através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).