A administração da Espírito Santo Saúde (ESS) tem oito dias corridos para se pronunciar sobre a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo Grupo Angeles, segundo o Código dos Valores Mobiliários.

De acordo com o documento, «o órgão de administração da sociedade visada deve, no prazo de oito dias a contar da receção dos projetos de prospeto e de anúncio de lançamento, [...] enviar ao oferente [Grupo Angeles] e à CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] e divulgar ao público um relatório» sobre a oferta.

Neste relatório, a administração da ESS deve pronunciar-se sobre «o tipo e o montante da contrapartida oferecida», os «planos estratégicos» do grupo mexicano, as «repercussões da oferta nos interesses da sociedade visada, em geral, e, em particular, nos interesses do seus trabalhadores e nas suas condições de trabalho e nos locais em que a sociedade exerça a sua atividade».

Angeles admite retirar empresa da bolsa se obtiver 90% das ações

O grupo mexicano Angeles admite retirar a ESS da bolsa se conseguir mais de 90% do capital da empresa portuguesa, lançando uma oferta potestativa sobre as restantes ações.

Segundo o anúncio preliminar de lançamento da OPA, caso a empresa a designar pelo grupo para a aquisição da ESS «venha a deter ações que ultrapassem 90% dos direitos de voto correspondentes ao capital social» da empresa portuguesa, o Angeles admite recorrer ao «mecanismo de aquisição potestativa, o que implicará a imediata exclusão da negociação» em bolsa.

Nessa situação, a negociação ficará vedada a sua readmissão por um prazo de dois anos.

Outra das condições impostas pelo grupo mexicano é a «transmissão definitiva para o Novo Banco» de todas as posições que a empresa e as suas subsidiárias detinham no BES.

No anúncio preliminar da Oferta Pública de Aquisição (OPA), pode ler-se que a «eficácia da oferta ficará subordinada à verificação, até ao termo da mesma», de um conjunto de condições.

Uma das condições é a «transmissão definitiva para o Novo Banco de todas as posições ativas e passivas que a sociedade visada [ESS] e cada uma das suas subsidiárias detinham no Banco Espírito Santo (BES), nomeadamente depósitos em numerário, depósitos bancários imediatamente mobilizáveis e outras aplicações de tesouraria e equivalentes de caixa».